Você como educador o que pensa a respeito???




Um juiz federal derrubou a norma que estabelecia idade mínima para a criança ingressar no primeiro ano do ensino fundamental e desencadeou uma polêmica entre educadores e pais de alunos.


Veja a reportagem divulgada ontem no
Jornal Nacional!!!


Márcio precisou entrar na Justiça pra fazer a matrícula do filho no 1º ano do ensino fundamental. Miguel só vai completar 6 anos em maio do ano que vem, dois meses depois da data limite definida pelo Conselho Nacional de Educação. O relatório de desempenho fornecido pela escola foi o que ajudou a convencer o juiz.



“Ele já sabia ler e escrever, somar e subtrair, inclusive consta isso no relatório”, conta Márcio.



A regra foi suspensa em todo o Brasil por uma decisão da Justiça Federal de Pernambuco. A liminar deixa para a escola a decisão de aceitar ou não a matrícula antes da hora. Segundo o juiz, as escolas, principalmente as particulares, dispõem de recursos pedagógicos suficientes para impedir que crianças que ainda não estejam preparadas entrem no ensino fundamental.


O sindicato dos donos de escola teme a pressão das famílias de alunos para aceitar a matrícula em idade fora das normas.


O educador Carlos Roberto Jamil Cury acha que não vale correr o risco. Para ele, antecipar o processo educativo pode levar a problemas de aprendizado mais tarde: “Isto pode estar em descompasso com a maturidade social, com a maturidade psicológica e, sobretudo, com a maturidade emocional. Esta maturidade você adquire muito mais através do jogo, da expressão artística, do que simplesmente você ficar estressando a criança somente com ler, escrever, contar, multiplicar”, explica.


Para a secretária de Educação Básica do MEC, Maria Do Pilar Lacerda, a medida judicial não forçará a mudança nas regras: “Não muda porque mais de 80% dos sistemas já se organizaram, já fizeram seu planejamento, já estão fazendo as matrículas e eles já estão seguindo essa orientação. Se a gente tiver alguma mudança, serão mudanças pontuais e muito localizadas”.


O MEC informou que vai recorrer da decisão judicial.





Um comentário:

  1. Começarei eu mesma expondo minha opiniao sobe o asunto.
    Eu concordo com o educador Roberto Cury quando diz que nossas crianças são estressadas com o ensino de muitas coisas na escola, as quais poderiam ser aprendidas por meio de jogos.
    O que ocorre hoje é que muitos pais trabalham o dia inteiro e não tem com quem deixar o filhos e, pior ainda, não tem tempo para ensinar, eles mesmos, os seus filhos as primeiras coisa, em casa e por isso optam por colocá-los muito cedo na escola.
    Podemos imaginar quais as consequências dessa escolha: os pais não acompanham o desenvolvimento dos filhos, a criança é forçada a amadurecer antes do tempo e isso pode trazer traumas a ela, sem falar nos problemas que todo convívio social pode trazer pelas influências dos colegas. Quem nunca ouviu aquela famosa frase de pais pasmados com o comportamento de seus filhos: "Mas onde foi que esse menino aprendeu isso?" "Na escola", geralamente é a resposta, não que a escola ensine o seu filho a, por exemplo, dizer palavrão, ser indisciplinado ou outra coisa do tipo, mas no convívio com outras crianças isso pode ocorrer e uma criança que nao está pronta para fazer escolhas concientes será influenciada e, por sua vez, pais que não estao prontos para dedicar tempo aos seus filhos e na educação destes passarão por esses, dentre outros, probleminhas. Não quero eu aqui ser utópica e achar que os pais terão de abandonar seus trabalhos e cuidar de seus filhos, embora em minha opinião isso fosse o ideal, mas alguma solução equilibrada e sensata precisa ser tomada por cada pai, como por exemplo, trabalhar só em um turno ou um trabalha e o outro não ou ainda os dois trabalham mas em turnos diferentes, sei lá... ou do contrário as consequências chegarão, pois como dizia meu avô: "Quando a cabeça não pensa, o corpo padece" (sábio vovô Mateus). É isso!!!

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