Contato

Contato: cataphora2008@gmail.com

Um congresso realizado no Brasil pode ou deve exigir que as pessoas tenham que comunicar em INGLÊS? Isso é colonialismo/subserviência ou globalização?

V Conferência Linguística e Cognição

http://www.gelp-colin.ufc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=35:-v-conferencia-linguistica-e-cognicao&catid=2:noticias&Itemid=2

Ter, 27 de Abril de 2010 15:15

Informamos que a V Conferência Lingüística e Cognição será realizada em outubro de 2010 em Florianópolis (SC).

Maiores informações:

Chamada de Trabalhos:

V Conferência Linguística e Cognição: mentes em interação

28 a 30 de outubro de 2010

Universidade Federal de Santa Catarina

Florianópolis- Santa Catarina

Palestrantes convidados:

Pieter Seuren – Max Plank Institute

Michael Ullman – Georgetown University

Margarida Salomão – Universidade Federal de Juiz de Fora

Prazo para entrega de resumos: 30 de maio

Serão aceitos trabalhos que lidem com as questões abaixo ou com tópicos relevantes para o tema do evento:

a) Como combinar as abordagens cognitiva e pragmática no estudo da linguagem?

b) O que a abordagem pragmática tem a dizer sobre os sistemas lingüísticos?

c) A linguística cognitiva está interessada nos aspectos gerais da cognição humana ou na análise detalhada das estruturas lingüísticas?

d) Como funciona a interface entre sistemas linguísticos e processos cognitivos?

e) Qual a contribuição da neurociência da linguagem para o estudo da interação linguística?

Os resumos devem ter no máximo uma página. Pode ser adicionada página para referências. Formatação: Fonte Times New Roman, espaço simples entre linhas.

As apresentações serão de 20 minutos, com mais 10 minutos para discussão.

Será dada prioridade a trabalhos apresentados na língua inglesa, embora possam ser aceitos trabalhos em português.

Os resumos devem ser enviados para:

Prof. Heronides Moura (UFSC)

lincognition@gmail.com

10 comentários:

  1. Acho sim que seja uma forma de subserviência, porque se o evento será realizado no Brasil, porque o idioma a ser prevalecido será o inglês? Por que não o português? Nossa língua agora tem que ser preterida? Por que? Discordo totalmente desse tipo de atitude, pois em eventos realizados em países norte-americanos, por exemplo, jamais se exigiria que eles falassem mandarim, português ou espanhol. Com isso , não estou querendo desprezar o valor que a língua inglesa tem ou de qualquer outra língua, já que no Brasil costumamos importar e não exportar teorias acerca dos diversos estudos existentes, sobretudo na área de Linguística. Ademais, para professores que assumem atitude de pesquisador nada melhor do que "beber a água diretamente na fonte".

    ResponderExcluir
  2. Embora, eles façam uma ressalva de que trabalhos em português também possam ser aceitos, a prioridade maior é dada aos trabalhos de língua inglesa. Acho que essa ressalva não muda muito minha opinião.

    ResponderExcluir
  3. Isto é interessante porque, ao mesmo tempo que nos ressentimos (ou até nos sentimos 'enciumados') pela prioridade dada à língua inglesa, em detrimento da própria língua falada no país em que ocorre o evento (no caso o Brasil) temos de observar que, mais do que subserviência ao idioma politicamente mais importante, este é um fator da globalização mesmo. E não temos o poder de mudar isso, que só tende a se fortalecer cada vez mais. O colonialismo e a subserviência, infelizmente, fazem parte disso, que dentre estes, abarca uma série de outros aspectos, uns ruins e outros bons.
    Neste congresso, é evidente que está sendo dada prioridade à lingua usada no meio científico e, lógico, pressupõe-se que os cientistas da linguagem participantes do evento deverão dominá-la.
    Isso, como tudo na vida, tem seu lado bom e ruim: para nós é mais cômodo e mais fácil nos expressarmos em língua materna, mas a partir daí já somos alertados para que não sejamos daqui há um tempo excluídos do meio científico por não saber inglês.
    Tenho que estudar mais mesmo... Minha única saída. Rsrs...

    Até a próxima!

    ResponderExcluir
  4. Lene, concordo contigo em parte. Olha, são muitos os eventos existentes no país e nenhum deles nos obriga a falar o inglês, porque estamos dentro de um país em que o nosso idioma é o português.... Penso que a cobrança seria interessante em relação à publicação, mas não na seleção priorizada de candidatos que falem a língua inglesa... Se assim for, o Brasil teria que ser um país bilíngue como outros países já o são. Talvez, esse seja um caso para se pensar no ensino de inglês que nos é passado na escola, pois lá o que nos foi e o que ainda é passado é somente o ensino de aspectos gramaticais e o ensino de língua é algo ainda deixado de lado. Aprender o inglês é importante? sim!!! Mas o evento a ser realizado será em um país cuja língua falada pela maior parte da população, não estamos na China, país em que as crianças desde cedo falam mandarim e inglês... Lá grande parte da população fala o inglês, lá sim seria possível fazer um tipo de cobrança como a feita pelo evento... Não estou aqui querendo defender a minha língua de forma enciumada, mas repito: moramos em um país cuja língua dominante é o português, então por que dar ênfase à uma língua e preterir a outra (a mais usada). Claro e evidente que a globalização é importante e deve ser levada em conta, mas nesse caso específico, acho que é um exemplo maior de subserviência mesmo!!!

    ResponderExcluir
  5. Rsrsrsrs... Sua argumentação, de tão bem elaborada que foi, quase me convence... rsrs... Mas ratifico o que tinha falado antes. Eu acredito que a prioridade dada à língua inglesa neste evento é só mais uma tendência dos efeitos da globalização. E veja, embora seja dada prioridade, não é obrigatória a apresentação em língua inglesa.
    Sabemos também que as pesquisas sobre cognição (muitas outras também, mas estas principalmente) acontecem em língua inglesa. E quem pesquisa sobre cognição também domina a língua inglesa. E a língua hoje utilizada no meio científico (e econômico e político etc.) é a inglesa e, infelizmente, não podemos mudar isso. E mais, o evento acontece no meio acadêmico, para acadêmicos que pesquisam ou que se interessam por estudos sobre cognição.
    Não estou aqui para fazer você mudar sua opinião, eu a respeito, embora a minha seja diferente! Já pensou se tivéssemos a mesma opinião? Uma apenas concordaria com a outra, e pronto, a coisa não progredia... rs

    Beijo, moça!

    P.S.: Ah... adorei a postagem, porque agora vou dar mais importância às minhas aulas de inglês... rs

    ResponderExcluir
  6. Rs...rs... Sua argumentação também foi muita boa, Lene. Você também quase me convence... rs..., mas também permaneço ou melhor reitero o que vinha dizendo... A ressalva feita no evento não é somente que trabalhos em língua materna serão aceitos, mas o fato de haver o seguinte posicionamento: Dar-se-á prioridade às pessoas que farão suas apresentações em língua inglesa, acho que foi isso que tornou esse assunto um pouco polêmico... Tenho convicção da importância que o inglês exerce na vida das pessoas não somente no Brasil, no mundo todo... Sei também que a língua da ciência no mundo é o inglês... Mas estamos em um país cuja língua predominante é o português. Por que então não reservar esse tipo de ressalva para a língua inglesa somente em trabalhos a serem publicados no evento e que possivelmente poderão ser lido por milhares de pessoas em todo o mundo?... E concordo com o teu posicionamento de que profissionais que levam uma vida acadêmica devam ler sim em inglês, em momento algum contestei tal afirmação feita por você... Só achei um pouco exagerada a atitude tomada pelos organizadores do evento, mas ela trouxe como havia dito antes uma discussão bastante interessante: Por que não adotarmos uma educação bilíngue no país, já que o inglês querendo ou não exerce uma grande influência no mundo? Prova disso é o fato dela ser a língua da ciência...
    Bjs pra vc também... Foi muito bom discutir contigo... E como você mesmo disse: se todos pensássemos da mesma forma não estaríamos aqui discutindo tal assunto... Também respeito sua opinião, embora não concorde com ela como um todo... rs...

    ResponderExcluir
  7. Oh,yeah! It'd be perfect if most of the people in the lecture could speak and understand English, cause it could influence about learning other languages. Nowadays, everything needs fast speed.

    ResponderExcluir
  8. NA minha opinião... é uma forma de excluir, pois eu seria um desses excluidos, rsrsrs acho que privilegiar uma lingua que não é a materna é complicado, apesar de o ingles ser a lingua da ciencia e da economia... Seria mais cordial e menos excludente se nao restringisse a apenas uma lingua, mas que fizesse uma ressalva informando que a lingua preferível seria o ingles, mas nao excluir o portugues.

    ResponderExcluir
  9. Bruno, concordo contigo. Ah!?... O evento faz a ressalva, mas ela é feita da seguinte maneira: "Será dada prioridade a trabalhos apresentados na língua inglesa, embora possam ser aceitos trabalhos em português". Ou seja, se dou prioridade a algo, a outra fica em segundo plano.... Por exemplo, em um concurso público em que há o empate na pontuação entre duas pessoas, a mais velha fica (ou poderá ficar) com a vaga...Se tivéssemos somente 1 vaga, ela seria destinada à pessoa mais velha, a mais nova ficaria em segundo plano, ou melhor, ficaria sem a vaga... Acho que podemos fazer a comparação com a ressalva feita pelos organizadores do evento...
    Abs!!!

    ResponderExcluir
  10. Sobre o evento cobrar que os comunicantes falem preferencialmente em inglês, penso o seguinte.
    Ênfases diferentes deveriam ser dadas à língua inglesa, caso de trate de leitura, escrita, fala ou audição. Penso que ler em inglês é essencial e inescapável para quem deseja ser pesquisador em qualquer lugar do mundo, pois em língua inglesa existe o maior e mais diversificado repertório de publicações.
    Escrever em inglês também é muito importante já que se reveste numa forma de ser lido por mais gente em todo o mundo.
    Agora, quanto a ter que falar em inglês dentro do país acho desnecessário. Um congresso realizado no Brasil pode ser revestir numa forma de despertar interesse de estrangeiros pela cultura brasileira, a qual se manifesta sobretudo através da variedade do Português falada no Brasil. Ademais, eventos multilíngues são muito interessantes por incentivarem cada um falar em sua língua materna e serem entendidos por pessoas estrangeiras. Penso que o mais interessante num evento pode ser cada um falar em sua língua mas todos se entenderem. Ou seja, entender a língua do outro me parece mais importante que falar na língua do outro.
    Por isso, acho que o evento em análise tende mais para uma visão colonialista. Sou mais pelo multilinguismo e pelo plurilinguismo. Sem colonialismo ou imperialismo.

    ResponderExcluir