Vida de linguista

Vilches Maria, que essa vida de pesquisador é meio pesada! Tem dias que quase não dá pra Bronckart. Não, eu tô mesmo quase perdendo a minha vida Saussureal. Meu namoro tá por um Fiorin de nada. Não sei nem o que minha namorada Faracomigo. O pior é que ninguém nunca Maingueneau: eu já entrei sabendo de tudo: todos os problemas, né, pessoal?
Vocês acreditam que à noite eu tô até escutando coisas? É verdade: vou dormir ouvindo Eco... e Jakobson com um monte de loucura na cabeça! Tô Kafkando louco mesmo! Às vezes, quando a gente pede orientações, sabe qual é a resposta que recebemos? “Halliday, meu filho!”. Essa vida é Fódor demais, vivo até com medo de Meurer, o coração vai a Milner...
Sim, agora mesmo a professora passou um texto mais enrolado do mundo. Sinceramente, meu Deus, como é que isso funciona? Eu li o texto todo, Swales neurônios, mas ainda hoje tô perguntando o que diabo é A. Culioli. Outros não dá pra ler mesmo, como umas tais de gramáticas descritivas, que eu tenho certeza que I'll Neves read all.
E o que é pior ainda é que cada um quer cobrar mais da gente. Mas, sinceramente falando, tem um monte de texto que nem deu pra Miller. Sei da existência de Bathia e Adam, por exemplo, mas não li nem um dos Dolz. Na última aula, o professor pediu resenha de um texto de um cara suíço lá. Mas me digam mesmo: como é que eu poderia fazer essa bendita resenha Schneuwly o texto? Na verdade até tentei, Marcuschilei. Fazer o quê, né? Resultado: Foucault uma bosta!
Agora, que eu pensei que ia ficar mais livre, já me arranjaram mais duas disciplinas, pra quebrar o galho. Tô com crédito de disciplina em excesso, mas sem um pingo de crédito com minha namorada. Ou seja, tô, de novo, a(Péret)ado, Dell´Isolado com tudo. Nam, tem hora que dá vontade de mandar tudo se Reichler-Béguelin, dá Paveau, dá o Motta-Roth de tudo, mas depois a gente pensa com calma... “Ah tem muita gente que Charaudeau muito mais que eu e ainda tá viva. Além do mais tem uns textos (bem poucos, é verdade!) que a gente falta é saber de Koch”.
É, o papo tá bom, mas deixa eu voltar pra minha leitura de um texto empoeirado que tá ali faz é hora, só me esperando. Baaaaaaaaakhtin!!! Desculpa pelo espirro, pessoal. Meus Deus, Hasan essas horas!!! Depois dessa vou ficando por aqui mesmo.
Apothélozgo, galera!

6 comentários:

  1. Galera, conforme a cobrança (e não conforme o prometido) postei, finalmente, o texto que eu disse que ia fazer. Leiam e contribuam com a sua construção. Deve ter ficado alguns nomes interessantes de fora, então, por favor, indiquem nomes (como já vinham fazendo, né?)para que possamos ir acrescentando. Certamente,trata-se de uma brincadeira, que espero não ter ficado de mau gosto, afinal a nossa vida é muito é boa, né? Essa vida de dúvidas e aperreios é o que nos bota pra frente, serve assim como uma topada. rsrs
    Abraço a todos

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  2. Adorei! Muitissíssimo obrigada, seu Nilson! Ficou ótimo, muito engraçado! Sabe um nome que acho que não vi... o da teórica que acompanha nossa vida o tempo todo: Mondada!
    Novamente, agradecida pelo atendimento da cobrança feita (e não pela promessa) rsrsrs

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  3. Pois é tem que Dubois muito esses textos pra ver se sai alguma coisinha pra Mondagente entender! rsrsrs.
    Vi Nilson, não sei se ajudei ow se piorei!!!
    Bons estudos pra vcs ai em BH e para o pessoal de São Paulo!!!

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  4. Minha autarquia... Vc n é um mestrando, é uma carrada de livro do Machado de Assis, humm...é a biblioteca da UNICAMP inteira, VC é leitura obrigatória em literatura universal...rsrsr, até em Marte tem que se ler suas produções!!!rsrsrs

    Ficou muito bom o texto, meu patrão! Cuidado pra não mudar da Linguistica pra Literatura!kkkkkk

    Abraços!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. kkkkkkkkkkk
    menino adorei isso...
    Ah Digenário, deixa ele percorrer o caminho da literatura... o rapaz leva jeito e a gente ganhar muito!rsrs

    muito bom, moço, muito bom!!!

    bjs risonhos

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